Mulher tem que ser mulher. Mulher que não vive para dizer se é do tipo, não vive de palcos, mas vive para sê-la. Mulher de assumir seus atos, suas vontades, seus erros. Mulher de assumi-lo único.
Mulher da firmeza de seu salto, na delicadeza de seus cabelos, na paixão de suas unhas. Mulher que conhece o amor e o tem em seu batom. Mulher de querê-lo pela manhã, mas deixar que ela durma mais um pouco e cobri-lo de carinho, cobrir-se de ciúmes. Até descobrir-se.
Mulher madura em decisões e menina sob a brincadeira dos seus olhos. Mulher que cai e sabe levantar, mas que estende a mão. Mulher de olhos pedintes para se entregar a ele e recebê-lo na porta.
Mulher de fazê-lo perder a raiva para achá-la com uma súplica entre os lábios, de desafiá-lo a ir além do limite, além de si mesma. Mulher de riso puro e lágrimas de saudade. Que não procura a metade da laranja, mas a laranja inteira. Para doar-se inteira.
Mulher de desenhar em nuvens e desenhar seu rosto no peito do eleito. Mulher de guardá-lo entre as tranças e compartilhar a nudez dos pés. De tomar banho em suas idéias e em troca molhar com interesse.
Mulher de sensibilidade, de estar ao lado. De confessar os medos e o recolher entre os braços. Mulher de sua vida e de querer o cargo. Mulher, entre todas as mulheres, que o ama. Intensa e exclusivamente.
Bruna Bugana
domingo, 12 de dezembro de 2010
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