Homem tem que ser homem. Tem que se agarrar aos insultos e transformar em amor a rebeldia. Tem que ser homem para chorar e chorar e desistir. Assumir suas vontades e medos. E dividir tudo isso.
Homem de ter a dureza de seus músculos e a flexibilidade de sua barba mal feita. É ser homem para ser sensível o bastante para ser másculo. O macho-alfa. Segurar os pulsos e vomitar seus sentimentos, tanto faz se for com carinho ou com raiva. Mas assumí-los. Perceber o ciúmes e declarar-se a sua musa. Fazer ciúmes e se declarar novamente. Fazê-la rainha de suas pernas e seus pensamentos.
Homem suficiente para surpreender e ser surpreendido. Rir para provocar e acabar com tudo em um beijo roubado. Passar o braço nos ombros dela e sussurar ao ouvido ideias. Ideias sobre qualquer coisa, sussuros com o peso de tudo.
Homem para mandar flores e mandar para o inferno os compromissos. É fazer-se presente e tomar as decisões por ela. As decisões certas. Jamais dizer que não sabe o que dizer, pois já está dizendo ou que não tem nada a ver com isso, pois sabe que só por estar ali, já faz parte dela. E quer fazer.
Homem de dar nome as estrelas e oferecê-las em uma bandeja e assim que ela for escolher, recolher e oferecer planetas. Plantar e levá-la para colher os frutos do seu pomar. Repartir a noite com um beijo e entregar-se até se perder. Mas achá-la.
Homem de inseguranças e de assumi-las. De soltar pipa e de jogar xadrez. Ou jogar tudo no chão e ajudá-la a recolher os cacos. Estar ali e fazer-se presente em alma. Oferecer-se e amá-la.
Homem tem que ser homem.
Bruna Bugana
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
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