Mulher tem que ser mulher. Mulher que não vive para dizer se é do tipo, não vive de palcos, mas vive para sê-la. Mulher de assumir seus atos, suas vontades, seus erros. Mulher de assumi-lo único.
Mulher da firmeza de seu salto, na delicadeza de seus cabelos, na paixão de suas unhas. Mulher que conhece o amor e o tem em seu batom. Mulher de querê-lo pela manhã, mas deixar que ela durma mais um pouco e cobri-lo de carinho, cobrir-se de ciúmes. Até descobrir-se.
Mulher madura em decisões e menina sob a brincadeira dos seus olhos. Mulher que cai e sabe levantar, mas que estende a mão. Mulher de olhos pedintes para se entregar a ele e recebê-lo na porta.
Mulher de fazê-lo perder a raiva para achá-la com uma súplica entre os lábios, de desafiá-lo a ir além do limite, além de si mesma. Mulher de riso puro e lágrimas de saudade. Que não procura a metade da laranja, mas a laranja inteira. Para doar-se inteira.
Mulher de desenhar em nuvens e desenhar seu rosto no peito do eleito. Mulher de guardá-lo entre as tranças e compartilhar a nudez dos pés. De tomar banho em suas idéias e em troca molhar com interesse.
Mulher de sensibilidade, de estar ao lado. De confessar os medos e o recolher entre os braços. Mulher de sua vida e de querer o cargo. Mulher, entre todas as mulheres, que o ama. Intensa e exclusivamente.
Bruna Bugana
domingo, 12 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Homem de verdade
Homem tem que ser homem. Tem que se agarrar aos insultos e transformar em amor a rebeldia. Tem que ser homem para chorar e chorar e desistir. Assumir suas vontades e medos. E dividir tudo isso.
Homem de ter a dureza de seus músculos e a flexibilidade de sua barba mal feita. É ser homem para ser sensível o bastante para ser másculo. O macho-alfa. Segurar os pulsos e vomitar seus sentimentos, tanto faz se for com carinho ou com raiva. Mas assumí-los. Perceber o ciúmes e declarar-se a sua musa. Fazer ciúmes e se declarar novamente. Fazê-la rainha de suas pernas e seus pensamentos.
Homem suficiente para surpreender e ser surpreendido. Rir para provocar e acabar com tudo em um beijo roubado. Passar o braço nos ombros dela e sussurar ao ouvido ideias. Ideias sobre qualquer coisa, sussuros com o peso de tudo.
Homem para mandar flores e mandar para o inferno os compromissos. É fazer-se presente e tomar as decisões por ela. As decisões certas. Jamais dizer que não sabe o que dizer, pois já está dizendo ou que não tem nada a ver com isso, pois sabe que só por estar ali, já faz parte dela. E quer fazer.
Homem de dar nome as estrelas e oferecê-las em uma bandeja e assim que ela for escolher, recolher e oferecer planetas. Plantar e levá-la para colher os frutos do seu pomar. Repartir a noite com um beijo e entregar-se até se perder. Mas achá-la.
Homem de inseguranças e de assumi-las. De soltar pipa e de jogar xadrez. Ou jogar tudo no chão e ajudá-la a recolher os cacos. Estar ali e fazer-se presente em alma. Oferecer-se e amá-la.
Homem tem que ser homem.
Bruna Bugana
Homem de ter a dureza de seus músculos e a flexibilidade de sua barba mal feita. É ser homem para ser sensível o bastante para ser másculo. O macho-alfa. Segurar os pulsos e vomitar seus sentimentos, tanto faz se for com carinho ou com raiva. Mas assumí-los. Perceber o ciúmes e declarar-se a sua musa. Fazer ciúmes e se declarar novamente. Fazê-la rainha de suas pernas e seus pensamentos.
Homem suficiente para surpreender e ser surpreendido. Rir para provocar e acabar com tudo em um beijo roubado. Passar o braço nos ombros dela e sussurar ao ouvido ideias. Ideias sobre qualquer coisa, sussuros com o peso de tudo.
Homem para mandar flores e mandar para o inferno os compromissos. É fazer-se presente e tomar as decisões por ela. As decisões certas. Jamais dizer que não sabe o que dizer, pois já está dizendo ou que não tem nada a ver com isso, pois sabe que só por estar ali, já faz parte dela. E quer fazer.
Homem de dar nome as estrelas e oferecê-las em uma bandeja e assim que ela for escolher, recolher e oferecer planetas. Plantar e levá-la para colher os frutos do seu pomar. Repartir a noite com um beijo e entregar-se até se perder. Mas achá-la.
Homem de inseguranças e de assumi-las. De soltar pipa e de jogar xadrez. Ou jogar tudo no chão e ajudá-la a recolher os cacos. Estar ali e fazer-se presente em alma. Oferecer-se e amá-la.
Homem tem que ser homem.
Bruna Bugana
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