domingo, 5 de setembro de 2010

Doe.

Oi, gente bonita!

Bom, como sempre não venho aqui há um tempo. Hoje vim postar sobre algo que me incomodou nessa última semana. Eu sempre costumo me perguntar o que devemos fazer, qual é a chave da porta certa que nos leva a uma outra dimensão em um dia normal e rotineiro. Por qual motivo um dia que não te dava expectativa nenhuma começou a te lavar abundantemente com vários sorrisinhos e ar mais leve? Senhoras e senhores, eu tenho a resposta. A palavrinha mágica de tudo isso é: doar.
Sim, doar. Calma, não é que acordei humanitária hoje ao extremo, é pelo simples fato de descobrir oportunidades no 'cada dia' que deixamos passar sem nem cobrar pedágio.
Essa semana eu tentei vê-las de forma mais atenta e de verdade, eu aconselho todos a fazerem o mesmo. Quem melhor do que você pra descobrir as coisas que te dão prazer? Pode ser a coisa mais bizarra e simples e só você conhece, só você sente.

Vou falar um pouco sobre como foi comigo. Primeiro, preciso deixar bem claro que uma das coisas que mais me dá prazer é mudar. Mudar o que for, quem for, onde for.
Comecei por um livro. Eu andava lendo Dom Casmurro (perfeito) e quando acabei não li mais nada. Aí foi quando lembrei de um livro de uma amiga que eu estava na fila desde o ano passado pra ler: Doidas e Santas - Martha Medeiros. O livro foi o fator motivacional de tudo isso. Da reflexão, da mudança e até mesmo do post.

Na maioria das crônicas da Martha o assunto é praticamente esse, a fuga da mesmice. O veneno anti-monotonia fez efeito, graças a Deus. Decidi doar. Doei ao meu quarto mais espaço e mudei os móveis de lugar (pensei em fazer mais e doar a minha cama, mas meu vô me chamou de louca e proibiu o feito, uma pena, afinal eu seria muito feliz em um quarto de hippie e alguém que recebesse a cama, bem mais feliz que eu), doei muita roupa minha que quase não uso e que ficaria mais bonito em outra pessoa do que em mim. Doei a mim mesma o direito de colocar a cara pra fora do vidro com o carro andando rápido, só pra bagunçar o cabelo e sentir o vento frio; Doei sem data especial um 'eu te amo' sem preço e sem peso pra uma amiga minha em um telefonema; Doei um beijo mais demorado no meu pai antes de sair de casa; Doei um sorriso pra moça que sempre vejo de manhã; Doei às minhas ideias mais liberdade; Doei ao meu vestido a não-combinação com um tênis; Doei uma gargalhada no meio da aula sem motivo; Enfim, doei e tô doando. E além do mais, o valor do 'doar' não foi atribuído apenas a mim, como por exemplo, uma amiga X que recebeu um telefonema inesperado de doação após um beijo. Sim, o 'doar' nos deixa leve, bobos e felizes, assim como o 'apaixonar'. Talvez seja até melhor, pois os riscos de se machucar são praticamente opcionais, só se decepciona se doar a si mesmo uma decepção. Só depende de você.

Então vai lá! Eu sei que tem coisa que você nem usa mais e se doar que fará alguém mais feliz, sei que tem coisas que faltam coragem para que possam ser concretizadas, mas que se você doar um pouquinho de insanidade pra elas, talvez te faça mais feliz e além de tudo, o principal, sei que dentro de todo mundo tem um amor, seja ele grande ou pequeno, que quer se libertar e ir para a estante de doação sem olhar o receptor. Não perde tempo, apenas faça isso e confira depois o resultado.
Por exemplo, estou eu aqui doando um pouquinho de Pedro Bial em pleno domingo à noite e confesso estar me sentindo bem com isso.
Por fim, é isso. Aproveitem o poder de doar e receber doações.

Uma boa semana pra todo mundo!



Bruna Bugana

Um comentário:

  1. Por enquanto, dôo meu comentário e minha admiração por você.

    Também quero doar minha participação nos seus planos e minha atenção pro que pode ser doad :)

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